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Primeiro passo na UCL

Então vamos documentar a caminhada do Tottenham Hotspur na UCL.

Primeiro passo foi dado: bom empate contra o forte Werder Bremen fora de casa.

Enjoy!


Werder Bremen v Tottenham Hotspur
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Quem ousa, faz

O ano (futebolístico) finalmente começou para o Tottenham Hotspur. Depois de dar um susto na sua torcida, ratificou a passagem para a fase de grupos da Uefa Champions League com uma categórica vitória de 4 x 0 nos Young Boys da Suíça e com isso puseram suas mãos sobre um bilhete premiado de £ 30 milhões, que é o aumento de faturamento provocado pela participação no torneio de clubes mais rico do mundo.

Daniel Levy, que de bobo não tem nada, se recusou a abrir a carteira antes da confirmação da vaga. E, pensando bem, para que abrí-la mesmo? Afinal, o Tottenham gasta somas vultosas de dinheiro a várias temporadas, sempre com o objetivo de qualificar o elenco para entrar no clubinho dos que jogam a UCL. Depois de torrar altas somas com Modric, Gomes, Corluka, Bentley, Palacios, Woodgate, Defoe, Bassong, Crouch, Pavlyuchenco e vários outros, o clube consolidou-se como um dos mais fortes elencos da Inglaterra. E mesmo assim o Levy protagonizou algumas das mais inteligentes movimentações nessa janela de transferências. Trouxe Pletikosa, goleiro croata do Spartak Moscou, para cobrir as eventuais ausências do Gomes (contar com Cudicini não dá), Gallas, sem custo de contratação algum, para reforçar a defesa e Van der Vart, por apenas £ 8 milhões, numa transação de última hora.

E é bom mesmo reforçar o elenco. Pois a concorrência pelos quatro primeiros postos no campeonato inglês será acirrada. Se Chelsea e Manchester United parecem disputar um campeonatinho particular, no qual ambos os clubes se revezam na primeira posição (tem sido assim desde 2006), as duas últimas vagas será brigada por Tottenham, Liverpool (que dificilmente conseguirá ser tão ruim quanto foi na temporada anterior), Manchester City (com uma hiper-ultra-mega injeção de dinheiro vindo dos poços de petróleo do Golfo Pérsico) e Arsenal, sempre comedido nas transferências e sempre contando com a astúcia do Arséne Wenger.

O quanto irá durar essa aventura européia dos Spurs é difícil saber. Até pelo grupo complicado no qual caíram. Se a Inter-it parece ter garantida a vaga para a próxima fase, os Spurs terão uma luta dificílima contra o Werder Bremen.

Mas o sonho, acalentado desde tanto tempo, e que quase se concretizou em 2006, quando uma diarréia coletiva tirou meio time titular e baqueou a outra metade na última partida da temporada (perderam o jogo e a vaga para os arquirrivais Arsenal), se concretizou. Resta saber se Harry Redknapp, um técnico “boleiro”, que sabe motivar e tirar o melhor de seu elenco mas não é exatamente um gênio tático, tem em suas mãos uma máquina mais potente que sua capacidade de pilotá-la.

O talento venceu a mourinização

No início da copa eu havia conjecturado que a influência de Mourinho e sua hiper-retranca, vitoriosa na última Liga dos Campeões com a Internazionale, haveria de fazer escola. Ou ao menos que seria a influência maior nesta Copa do Mundo. Não estava sozinho. O comentarista da ESPN e editor do site Trivela, Leonardo Bertozzi, havia (de forma muito mais suscinta, como convém a um comentário de 140 caracteres) dito o mesmo.

Pois a previsão caiu por terra, ainda que parcialmente.

É verdade que na fase de grupos um grande número de equipes usaram a forte retranca, a defesa compactada em duas linhas de quatro, às vezes cinco, com um ou dois homens para puxar o contra-golpe e isso deu resultado muitas vezes. A Suíça, em sua surpreendente vitória contra a Espanha, é prova disso. Mas não só. Outras equipes se basearam na força de sua defesa contra ataques mais poderosos e se deram bem.

Mas não foi um novo paradigma tático o que desmontou as retrancas. Foi o talento. E a necessidade. Em um torneio de pontos, as retrancas podem fazer com que equipes fracas roubem pontos das fortes. E num torneio de partidas eliminatórias essas equipes fracas podem até conseguir empurrar a decisão das partidas para as prorrogações e disputas penais. Mas isso certamente não é o suficiente para garantir um título.

Nas quartas-de-finais houve uma grande celebração ao futebol ofensivo, com equipes que se baseavam na força defensiva tendo caído nas fases anteriores, como Coréia do Sul, Japão, Eslováquia e outras. E mesmo equipes que se caracterizaram pela pegada de marcação, como o Uruguai, Gana e Paraguai, mostraram possuir talento para se lançarem ao ataque.

Gana, que se defendeu muito bem contra Sérvia, Alemanha e Austrália, sem ter demonstrado competência ofensiva, partiu pra cima dos EUA, um time também muito técnico e que soube anular a Inglaterra anteriormente, e venceu merecidamente. Merecia ter vencido o Uruguai por ter imposto maior volume de jogo, mas não dá pra não se emocionar com a partida épica que os celestes fizeram. Mesmo o Paraguai, o mais defensivo dos times nas quartas, conseguiu incomodar a Espanha.

Mas as semi-finais representaram a vitória do talento. Espanha, Holanda, Uruguai e Alemanha. Cada time conta com vários atacantes de talento, técnica e habilidade. Enquanto a Espanha tem o artilheiro da Copa e os melhores meias do mundo (Villa, Iniesta, Xavi), a Alemanha surpreendeu com seus jovens velocíssimos e mortais (Müller, Özil) e seus veteranos decisivos (Klose, Podolski). Uruguai jogou com a habilidade de Forlán, com a força de Cavani, com a volúpia de Abreu, e não pode contar com o artilheiro Suarez. E a Holanda tem em Kuyt, Van Persie, Robben e seu maestro Sneijder a esperança (e realidade) de gols.

A final reúne uma pragmática mas ainda muito habilidosa Holanda contra o time da posse de bola, passes, dribles e inventividade que é a Espanha. A um ano eu disse que o que a Espanha representa hoje, o Brasil representou em 1982. O futebol que encanta o mundo. Não encantou na Copa, mas até pegar a Alemanha, não havia enfrentado uma única equipe que tivesse a ousadia de atacá-los. Todos os adversários anteriores se fecharam na defesa e se contentaram em perder de pouco. A Alemanha pagou o preço da ousadia.

Quem ganhar será merecido. Como seria merecida a chegada da Alemanha à final (que time que enfia quatro na Inglaterra, na Argentina, ganha de Gana e massacra a Austrália não mereceria a final?). Mas, não importando quem leve a taça, quem ganhou mesmo é o futebol.

A “mourinização” do futebol

Há quem diga que a tragédia do Sarriá, a derrota do Brasil frente a uma Itália que jogava fortemente postada na defesa e apostando nos contragolpes, foi a principal responsável pela predominância do futebol-força, que valoriza a preparação física, a solidez defensiva e a disciplina tática, em relação ao chamado “futebol-arte”, que valoriza a posse de bola, o drible, o improviso e o talento individual.

Claro que um único evento não pode ser considerado o único causador, mas serve como momento-chave de uma mudança de paradigmas históricos.

Pois bem. Após dois anos de valorização de futebol bonito, ofensivo, de posse de bola e que visa o gol, simbolizados pelas conquistas de Manchester United de Rooney, Tevez e Ronaldo frente ao pragmático e sólido Chelsea de Avran Grant, e no ano seguinte a vitória do avassalador Barcelona que jogava no ultra-ofensivo 4-3-3 com um volante, dois meias e três atacantes (Messi, Eto’o e Henry) sobre o mesmo Manchester United, eis que o vitorioso desta edição da Liga dos Campeões da UEFA praticava extamente o oposto dessa filosofia.

A Internazionale ensinou o caminho das pedras. Travou o Barcelona, que nesta temporada continuava tão insinuante, ofensivo e avassalador quanto na anterior. Ao anular as principais peças ofensivas de seu adversário, Mourinho armou a arapuca que derrubou os catalães e executada à perfeição, também vitimou os bávaros na final.

Pois bem. A lição foi ensinada. E, parece, aprendida. A primeira rodada da Copa do Mundo de 2010 foi a rodada com a menor média de gols de toda história. Equipes com razoável técnica, mas com excessiva disciplina tática, vigor físico e dedicação conseguiram fazer frente a equipes bem mais técnicas e habilidosas.

Enquanto França e Uruguai se anulavam, oferecendo praticamente nenhuma oportunidade ao adversário para marcar, o que se viu em partidas como Camarões x Japão e Sérvia x Gana foi a lição de Mourinho dando certo outras vezes. Segundo o comentarista Paulo Vinícius Coelho, o Japão foi o time que jogou mais agrupado até então na Copa. E Gana, com muita força física e disposição, derrotou uma Sérvia que se viu sem alternativa alguma naquela partida.

A Costa do Marfim, time que conta com razoáveis recursos técnicos, jogou esperando Portugal a partida toda, sem se lançar ao ataque antes de meados da segunda etapa. Ronaldo simplesmente não apareceu.

Mas o melhor (ou pior) ainda estava por vir.

A Espanha começou contra a Suíca avassaladora como o Barcelona. A troca de passes, veloz e precisa, a posse de bola que batia nos 65% e a movimentação faziam parecer que os ibéricos confirmariam seu favoritismo e que o gol seria questão de tempo. Mas ao passar do tempo ficou claro que havia incrível dificuldade dos espanhóis converterem em chances de gol sua melhor técnica e posse de bola. Um contra-golpe acabou com a invencibilidade da Espanha.

O Eduardo Cecconi, do blog Preleção, analisa detalhadamente a partida que ruiu as esperanças daqueles que torciam pelo futebol fluido, veloz e envolvente nesta Copa. Acabaram as esperanças? Não necessariamente, muito embora a Sérvia tenha batido outro prego no caixão do futebol ofensivo ao bater a Alemanha hoje pela manhã. Afinal, Argentina e Holanda continuam a jogar ofensivamente. Resta saber até quando resistirão.

Se este título da UCL e esta copa representarão uma mudança de paradigma tático, ou então, um esgotamento das fórmulas táticas atuais, com a percepção de que há ferramentas existentes que permitem a anulação de qualquer força ofensiva, como também demonstrou a frágil Coréia do Norte frente a um pouco inspirado Brasil, ainda não sabemos. Mas certamente o ano de 2010 no futebol pertence a Mourinho.

Adeus ao velho Palestra

Foi neste sábado a despedida do Velho Palestra. Despedida melancólica, pois de um lado o time está esfacelado em campo, sem identificação com a torcida, sem garra, sem padrão de jogo. De outro, a suicida e mal-intencionada oposição política do clube torpedeia todas as iniciativas, para que a atual gestão não leve os créditos pela modernização do clube.

Justamente por isso houve tão poucas iniciativas da diretoria do Palmeiras para alavancar o marketing, para transformar a partida em um evento único, que marcasse a vida do torcedor e ainda o inspirasse e ajudasse a passar esses próximos dois anos sem sua casa.

Ainda assim a torcida compareceu em um número maior que o esperado. 18.365 palmeirenses acompanharam a partida de despedida do mais antigo estádio de futebol ainda em atividade no Brasil.

O Palestra Italia é o melhor estádio de São Paulo para vivenciar a experiência do futebol. Primeiramente, está muito bem localizado, pois está próximo da Estação Barra Funda, que atende a Linha 3 do Metrô (Barra Funda-Itaquera), a linha Diamante da CPTM (Amador Bueno-Julio Prestes) e a linha Rubi da CPTM (Francisco Morato-Luz). Essas linhas integram com as linhas Esmeralda da CPTM, Verde do Metrô, Amarela d Metrô e ainda com as futuras linhas Laranja e Prata do Metrô. Ou seja, é o estádio de mais fácil acesso via transporte coletivo. Nos arredores do Palestra Italia há dezenas de bares onde a torcida se reúne horas antes da partida para comer, tomar uma cerveja antes da partida e fazer o aquecimento. Outros estádios como o Morumbi e o Pacaembu não dispõe de estabelecimentos ao redor.

Fará falta o velho Palestra.

Mas estive lá. Na despedida do Palestra eu, o meu irmão Caio e o Alessandro “Grilão” estivemos presentes na vitória sobre o Grêmio por 4 a 2.

Fotos históricas do evento:

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Mas nem tudo é nostalgia ou passado. Há de se olhar para o futuro, sempre. Então, para inspirar a espera, o que nos aguarda:

Termina lá, começa aqui

A temporada está terminando na Europa. A Inglaterra já conhece seu campeão, o Chelsea, em uma temporada surpreendentemente emocionante. Emocionante não pelo fato de ter sido decidida na última rodada entre Chelsea e Manchester United, afinal esses dois times ganharam os últimos seis campeonatos. Mas pelo fato de ter sido finalmente quebrado o chatíssimo clube do Big Four. Tottenham e Manchester City disputaram até a penúltima rodada a vaga na próxima UEFA Champions League, e até o Aston Villa aspirou tal feito. A entrada do Tottenham no Top 4 é auspiciosa por dois motivos: primeiro, porque o time ganhará cacife financeiro para continuar evoluíndo e até quem sabe galgar mais um degrauzinho na tábua de classificação. Segundo porque inevitavelmente o City fará parte desse clubinho em uma ou duas temporadas, já que os árabes não pouparão petrodólares para turbinar seu brinquedo. Portanto, isso garante pelo menos seis clubes brigando, não apenas quatro.

Na Alemanha também terminou. O Bayern Munique levou na última rodada e o Shalke 04 terminou como vice (grande novidade). A UCL verá além dos dois rivais o Werder Bremen, que bateu um Bayer Leverkusen que foi do céu ao inferno em dois meses, passando de líder para quarto colocado em uma sequência incrível de maus resultados.

Itália e Espanha conhecem seus campeões neste fim de semana, com Inter e Barcelona favoritos, enquanto Roma e Real Madrid correm por fora. França também já tem o Olympique Marseille como novo campeão (algo que não ocorria a 18 anos). A primeira edição da Europa League conheceu seu primeiro campeão, o Atletico de Madri que batera o Fulham. Agora algumas copas nacionais serão definidas, além da grande final da UCL no Santiago Bernabeu.

Pois bem. Enquanto a temporada da Europa termina em clímax, com finais, campeões, coroações e todos os torcedores de futebol se preparando para a Copa do Mundo que iniciará em apenas 27 dias, no Brasil começou o Brasileirão.

Brasileirão que começa auspicioso. As duas partidas que assisti, Flamengo 1 x 1 São Paulo e Botafogo 3 x 3 Santos foram excelentes. Além disso outros times mostraram boa capacidade de fazerem boas campanhas, como o Atlético Mineiro e o Corinthians. Palmeiras venceu, mas mostrou muitas falhas e certamente lutará pelas posições intermediárias. Ou como disse o comentarista Paulo Vinícius Coelho, o time espera apenas o ano terminar. Isso no início da temporada.

Mais anticlimático, impossível. Enquanto lá a temporada termina no auge apenas aguardando a cereja no bolo futebolístico, lá na África do Sul, aqui o nosso estúpido calendário conseguiu a proeza de quebrar a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, que terão a semifinal antes da Copa do Mundo e a final depois. Separadas por incríveis quarenta dias. O pior não é isso. O pior é ver o campeonato brasileiro interrompido após sete rodadas. Depois, quarenta dias para desmontar os elencos, saír às compras atrás dos refugos da Europa, trocar de técnico, treinar (coisa que nossa imbecil pré-temporada de doze dias não permite) e começar tudo do zero.

O compasso de espera é tamanho que os dois últimos campeões brasileiros entraram em campo com times mistos, um dos maiores clássicos do Brasil formado por duas fortes equipes que disputam a Libertadores também teve uma profusão de reservas (Inter x Cruzeiro) e até times que teoricamente jogam para não cair, ou no máximo para ficar em situação intermediária, como o Atlético GO ou o Vitória pouparam jogadores. O Grêmio enfrentou o Atlético GO também com time misto e empatou em zero a zero.

Após um primeiro semestre extremamente congestionado de datas, com estaduais hiperinchados, Copa Libertadores, Copa do Brasil e sete rodadas do brasileirão, haverá uma maratona de jogos após a copa, com dez rodadas em 32 dias, e aí começa a Sul Americana, para prejudicar a temporada de alguns times, que abandonarão a disputa do continental ora porque lutam por vaga no G4, ora porque não querem cair para a segunda divisão.

Calendário racional com uma confederação formada por bandidos e desonestos, com uma televisão que consegue dobrar até a prefeitura e a câmara de vereadores de São Paulo para impor o horário das partidas para que elas não prejudiquem suas novelas, com clubes covardes e subservientes e cartolas vendidos e corruptos, infelizmente nunca veremos.

Se antes eu julgava não necessário a adequação do calendário brasileiro ao europeu, hoje eu penso diferente. Acho necessário essa harmonização por vários motivos. Primeiro, porque permiria que os clubes brasileiros participassem do rico mercado de torneios e amistosos de pré-temporada na Europa, Ásia, América do Norte e África. Este expediente permite que Manchester United, Chelsea, Barcelona e Milan ampliem cada vez mais sua base de torcedores/consumidores e eles faturam cada vez mais alto com venda de produtos. Segundo porque permitiria a harmonização do calendário de clubes com o de seleções. Nós não mais teríamos nossos campeonatos prejudicados por Copa América, Copa das Confederações, Copa do Mundo. Também os melhores clubes não seriam mais penalizados por terem seus jogadores convocados pela seleção, coisa que acontecerá agora, com Flamengo perdendo o Kleberson e o Fierro, o Santos perdendo o Robinho e outros.

Infelizmente, nós torcedores de futebol somos obrigados a termos um produto meia-boca graças à incompetência gerencial, pois potencial há para ser um dos três ou quatro melhores e mais rentáveis futebol do mundo, junto de Inglaterra, Itália, Alemanha e Espanha. Mas os medíocres matam a galinha dos ovos de ouro (sempre) por pura ganância.

P.S. Aqui há uma série de textos escritos sobre o tema do calendário brasileiro de futebol.

P.P.S. Aqui há uma proposta fictícia de calendário, criada por mim em uma tarde. Isso mostra que se gente séria fizesse isso, haveria grande possibilidade de termos um calendário decente. Mas não há gente séria administrando o futebol brasileiro.

O gol de 30 milhões de Libras

Este é o valor que o Tottenham Hotspur pode embolsar, caso consiga participar da fase de grupos da UEFA Champions League.