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Um poema às quartas

i am a little church(no great cathedral)
far from the splendor and squalor of hurrying cities
-i do not worry if briefer days grow briefest,
i am not sorry when sun and rain make april

my life is the life of the reaper and the sower;
my prayers are prayers of earth’s own clumsily striving
(finding and losing and laughing and crying)children
whose any sadness or joy is my grief or my gladness

around me surges a miracle of unceasing
birth and glory and death and resurrection:
over my sleeping self float flaming symbols
of hope,and i wake to a perfect patience of mountains

i am a little church(far from the frantic
world with its rapture and anguish)at peace with nature
-i do not worry if longer nights grow longest;
i am not sorry when silence becomes singing

winter by spring,i lift my diminutive spire to
merciful Him Whose only now is forever:
standing erect in the deathless truth of His presence
(welcoming humbly His light and proudly His darkness)

sou uma pequena igreja(não uma grande catedral)
longe da opulência e imundície das apressadas cidades
—não me preocupo se os dias mais breves se tornam brevíssimos,
não tenho pena quando sol e chuva fazem abril

a minha vida é a vida do ceifeiro e do semeador;
as minhas orações são orações da terra onde desajeitadas lutam
(encontrando e perdendo e rindo e chorando)as crianças
cuja qualquer tristeza ou alegria é meu tormento e meu aprazimento

à minha volta surge um milagre incessante
nascer e glória e morte e ressureição:
sobre o meu ser adormecido flutuam flamejantes símbolos
de esperança,e eu acordo para uma perfeita paciência de montanhas

sou uma pequena igreja(longe do alucinado
mundo com o seu enlevo e angústia)em paz com a natureza
—não me preocupo se as noites mais longas se tornam longuíssimas;
não tenho pena quando a calma se torna canto

de inverno a primavera,ergo a minha espiral diminuta para
o misericordioso Ele Cujo único agora é para sempre:
permanecendo erecto na verdade imortal da Sua Presença
(acolhendo humildemente a Sua luz e orgulhosamente as Suas trevas)

(Tradução: Cecília Rego Pinheiro)

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Um poema às quartas

e-e-cummings

rpophessagr

ohotnafga

(tradução: Augusto de Campos)

Um poema às quartas

cummings

dying is fine)but Death

?o
baby
i

wouldn’t like
Death if Death
were
good:for

when(instead of stopping to think)you

begin to feel of it,dying
‘s miraculous
why?be

cause dying is

perfectly natural;perfectly
putting
it mildly lively(but

Death

is strictly
scientific
& artificial &

evil and legal)

we thank thee
god
almighty for dying

(forgive us,o life!the sin of Death

morrer é bom)mas a Morte


moça
eu

não gostaria da

Morte se a Morte
fosse
boa:pois

quando(sem parar pra pensar)você

passar a senti-la,o milagroso
porquê do
morrer?por

que morrer é

perfeitamente natural;perfeitamente
dito
suavemente vivamente(mas a

Morte

é estritamente
científica
& artificial &

má & legal)

vos agradecemos
deus
onipotente por morrer

(perdoe-nos,ó vida!o pecado da Morte

(tradução de Mário Domingues)

Um poema às quartas

cummings1

i thank You God for most this amazing
day: for the leaping greenly spirits of trees
and a blue true dream of sky; and for everything
which is natural which is infinite which is yes

(i who have died am alive again today,
and this is the sun’s birthday; this is the birth
day of life and of love and wings: and of the gay
great happening illimitably earth)

how should tasting touching hearing seeing
breathing any -lifted from the no
of all nothing – human merely being
doubt unimaginable You?

(now the ears of my ears awake and
now the eyes of my eyes are opened)


agradeço-te Deus por mais este espantoso
dia: pelos saltitantes esverdeados espíritos das árvores
e um azul verdade sonho de céu; e por tudo
que é natural, que é infinito, que é sim

(eu que morri estou hoje de novo vivo
e este é o dia de anos do sol; este é o nascente
dia da vida e do amor e das asas: e do alegre
grande acontecimento ilimitadamente terra)

como poderia saboreando tocando ouvindo lendo
respirando tudo – erguido do não
de todo o nada – humano meramente sendo,
duvidar inimaginável Tu?

(agora os ouvidos dos meus ouvidos despertam e
agora os olhos dos meus olhos estão abertos)

(tradução: blog http://asfolhasardem.wordpress.com/ )

Um poema às quartas

eecummings

the
      sky
            was
can    dy    lu
minous
          edible
spry
        pinks shy
lemons
greens    coo    l choc
olate
s.

  un    der,
  a    lo
co
mo
      tive      s      pout
                                ing
                                      vi
                                      o
                                      lets

o
   céu
         era
açuc ar  lu
minoso
             comestível
vivos
        cravos tímidos
limões
verdes  frios  s choc
olate
s.

so  b,
uma  lo
co
mo
     tiva    c  uspi
                        ndo
                              vi
                              o
                              letas.

 tradução:  Augusto de Campos