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O corpo de Cristo e a instituição eclesiástica

Está aí uma relação carregada de tensão e incompreensão. Em uma época de profundas crises institucionais, de falta de ética e moral, de desvios doutrinários, de autoritarismos em instituições outrora marcadas pela democracia (ah… Igreja Metodista) e de recrudescimento do fundamentalismo, cada vez mais o cristianismo se afasta da cristandade. E ao mesmo tempo, como ser cristão desvinculando-se de amarras comunitárias e institucionais, já que o cristianismo é por natureza uma religião de convívio social?

Sem tentar responder a esta pergunta, mas trazendo pontos de reflexão, vou colar esse texto copiado do blog Projeto5.

Igreja: Visível ou Invisível?
por Thiago Pinguim

Dentro da fé cristã existem duas formas de falar sobre a igreja. Uma delas é a chamada “igreja visível”, enquanto a outra é a “igreja invisível”. Essas duas formas de ser igreja não são harmoniosas, muitas vezes ocorrem tensões e diferenças entre elas.

A igreja visível é compreendida como aquela igreja que pode ser encontrada facilmente pelas ruas. É composta de templos, de pessoas que os frequentam, de dogmas e doutrinas por ela ensinadas. A igreja visível é, justamente, aquela que pode ser vista, ouvida, frequentada.

Por outro lado, há a igreja invísivel. Essa é mais sutil. Ela esconde-se dos olhos que tentam observá-la. Ela é composta de todas as pessoas que tem fé em Jesus Cristo. Ela é invisível porque não é observada. Pode-se dizer que uma pessoa leva uma vida santa, uma vida de prática religiosa, frequenta a igreja (portanto, é parte da igreja visível), mas a fé mesmo ninguém pode apontar. Uma pessoa que reza com frequência e vai sempre à igreja pode não ter fé. Mesmo uma pessoa que cumpre todos os mandamentos pode, um dia, descobrir que não tem a fé que pensava ter.

Essa divisão gera problemas. O primeiro deles é que a igreja visível, com seus templos e dogmas, não é o relacionamento de pessoas que se orientam e ajudam mutuamente, que zelam pela vida umas das outras, movidas por Cristo como o Cabeça. As instituições e seus frequentadores não são a igreja.

Por outro lado, se a igreja é o relacionamento de pessoas que se orientam e ajudam mutuamente, zelando pela vida umas das outras, movidas por Cristo como o Cabeça, fica claro que ela não pode ser invisível. Não é possível a alguém entrar em um relacionamento de ajuda ao próximo e permanecer invisível. Para usar uma metáfora bíblica, a luz não pode ser escondida sob algum móvel, mas está sempre em um local alto para iluminar todo o ambiente. Uma pessoa que ajuda ao próximo em nome de Cristo automaticamente se mostra como igreja, de modo que uma igreja invisível não é igreja.

Então, nem a igreja visível nem a igreja invisível são, realmente, a igreja de Cristo. A igreja não é um grupo institucional que possa ser localizado (como no caso da igreja visível), nem algo que esteja oculto dos olhos das pessoas (como no caso da igreja invisível).

Frequentar ou não instituições religiosas é questão de decisão pessoal, mas é preciso ter em mente que a igreja não deve ser frequentada, mas, sim, vivida em meio à sociedade. Não em um espaço separado e em um tempo separado, mas diariamente nos lugares comuns é que a igreja faz-se presente em sua forma pura.

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A igreja

Recebido por e-mail do meu amigo Guilherme Basílio:

“No princípio, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo.

“Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se numa filosofia.

“Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição.

“Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.

“Finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio.”

Richard Halverson