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Um poema às quartas

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The Sick Rose

O Rose, thou art sick!
The invisible worm
That flies in the night,
In the howling storm,

Has found out thy bed
Of crimson joy:
And his dark secret love
Does thy life destroy.

A Rosa Doente

Ó Rosa, estás doente.
Numa noite terrível
Na uivante torrente,
Voa o verme invisível:

Encontrou o teu leito
De alegria menina:
Seu negro amor secreto
A vida te assassina.

(Tradução de Diego Barreto Ivo)

sick rose

(Tradução de Augusto de Campos)

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Um poema às quartas

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London

I wander thro’ each charter’d street,
Near where the charter’d Thames does flow,
And mark in every face I meet
Marks of weakness, marks of woe.

In every cry of every man,
In every Infant’s cry of fear,
In every voice, in every ban,
The mind-forg’d manacles I hear.

How the Chimney-sweeper’s cry
Every black’ning Church appals;
And the hapless Soldier’s sigh
Runs in blood down Palace walls.

But most thro’ midnight streets I hear
How the youthful Harlot’s curse
Blasts the new-born infant’s tear,
And blights with plagues the Marriage hearse.

 

LONDRES

Nas ruas por que passo, escrituradas,
onde o Tâmisa corre, escriturado,
vou reparando as faces maceradas,
que a aflição e a moléstia têm marcado.

Em cada grito de homem ou no grito
do infante que de medo se lamente,
em cada voz ou em cada interdito,
ouço os grilhões forjados pela mente.

Se grita o limpador de chaminés,
se assusta cada Igreja em seus escuros;
quando suspira o Soldado, infeliz,
o sangue tinge do Palácio os muros.

Mas o que à meia-noite escuto mais
é a meretriz lançar praga funesta,
que do recém-nascido estanca os ais
e os funerais do casamento empesta.

(Tradução Renato Suttana)