Um poema às quartas

Holy Sonnet – XIV
Batter my heart, three person’d God; for, you
As yet but knocke, breathe, shine, and seeke to mend,
That I may rise, and stand, o’erthrow mee, and bend
Your force, to breake, blowe, burn and make me new.
I, like an usurpt towne, to another due,
Labour to admit you, but Oh, to no end,
Reason your viceroy in mee, mee should defend,
But is captiv’d , and proves weake or untrue.
Yet dearely I love you, and would be loved faine,
But am betroth’d unto your enemie:
Divorce mee, untie, or breake that knot againe,
Take mee to you, imprison mee, for I
Except you enthrall mee, never shall be free,
Nor ever chast, except you ravish mee.

Soneto Sacro XIV

Força meu peito, Deus trino; não é bastante
Que apenas batas, infles, brilhes e o remendes;
Pra erguer-me, me destrua e Tua força empreende
E quebra, sopra, queima; renova-me neste instante.
Qual cidade usurpada de outro governante,
Me esforço em receber-Te, mas, oh!, é em vão;
Seria salvo por teu vice-rei, a razão,
Mas, cativa, se prova infiel ou titubeante.
Inda te amo e seria amado avidamente,
Mas estou prometido pro teu inimigo;
Separa-me, desata ou rompa novamente
Aquele nó; me prenda ou leva-me contigo,
Pois não serei livre, a não ser escravizado,
Nem casto, se não for por ti violentado.

(Tradução: Marcus de Martini)

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