Um poema às quartas

The Dance

(held up for me by
an older man. He told me how. Showed
me. Not steps, but the fix
of muscle. A position
for myself: to move.

Duncan
told of dance. His poems
full of what we called
so long for you to be. A
dance. And all his words
ran out of it. That there
was some bright elegance
the sad meat of the body
made. Some gesture, that
if we became, for one blank moment
would turn us
into creatures of rhythm.

I want to be sung. I want
all my bones and meat hummed
against the thick floating
winter sky. I want myself
as dance. As what I am
given love, or time, or space
to feel myself.

The time of thought. The space
of actual movement. (Where they
have taken up the sea, and
keep me against my will.) I said, also,
love, being older or younger
than your world. I am given
to lying, love, call you out
now, given to feeling things
I alone create.

And let me once, create
myself. And let you, whoever
sits now breathing on my words
create a self of your own. One
that will love me.

A Dança

(explicado
por um homem mais velho. Me disse como. Me
mostrou. Não eram passos, mas
a instância do músculo. Uma posição
para mim mesmo: mover-se.

Duncan
dizia de dança. Seus poemas
cheios do que há tanto queríamos
que fosses. Uma
dança. E todas as suas palavras
saíam dali. Que havia
alguma elegância brilhante
que a carne triste do corpo
fazia. Algum gesto, que
se nos tornássemos, por um instante intenso
nos transformaria
em criaturas de ritmo.

Quero ser cantado. Quero
minha carne e todos os meus ossos murmurados
contra o flutuante céu
espesso do inverno. Me quero
dança. Como sou se
tenho amor ou tempo ou espaço
para me sentir.

O tempo do pensamento. O espaço
do movimento real. (Para onde eles
alçaram o mar e me têm
contra minha vontade.) Eu disse, também,
ama, sendo mais velho ou mais jovem

que teu mundo. Estou inclinado
a me deitar, amar, te convidar
agora, inclinado a sentir as coisas
que só eu crio.
E que eu possa uma vez criar-me
a mim mesmo. E que tu, seja quem for
sentado agora respirando minhas palavras,’
possas criar um ser somente teu. Que
vai me amar.

(Tradução: Italo Marconi Jr.)

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Uma resposta para “Um poema às quartas

  1. Coisa linda de se ler e refletir.

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