Um poema às quartas

A poem for black hearts

For Malcolm’s eyes, when they broke
The face of some dumb white man, for
Malcolm’s hands rose to bless us
All black and strong in his image
Of ourselves, for Malcolm’s words
Fire darts, the victors tireless
Thrust, words hung above the world
Change as it may, he said it, and
For this he was killed, for saying,
And feeling, and being/change, all
Collected hot in his heart, for Malcolm’s
Heart, raising us above our filthy cities,
For his strive, and his beat, and his address
To the gray monsters of the world, for Malcolm’s
Please for your dignities, black men, for your life
Black men, for the filling of your mind
With rightiousness, for all of him dead and
Gone and vanished from us, and all of which
Cling to our speech, black god of our time
For all of him and all of yourself, look up
Black man, quit stuttering and shuffling, look up
Black man, quit whining and stooping, for all of him,
For great maltose a prince of the earth, let nothing in us rest
Until we avenge ourselves for his death, stop animals
That killed him, let us never breath a pure breath, if
We fail and white men call us faggots till the end of
The earth.

Um poema para os corações negros

Pelos olhos de Malcolm, quando quebraram a cara
de um branco estúpido.
Pelas mãos de Malcolm, erguidas, para nos abençoar,
negros e fortes na sua imagem de nós mesmos.
Pelas palavras de Malcolm, dardos de fogo, vitoriosas,
ferindo incansáveis, palavras suspensas
sobre o mundo, mudando-o como podem.
Ele disse, por isso foi assassinado, por dizer
e sentir, sendo e mudando
Todos juntos no seu coração ardente
Pelo coração de Malcolm. elevando-nos sobre
as cidades imundas.
Pelos seus passos e seu jeito e suas palavras
aos monstros cinzentos do mundo
Pelas súplicas de Malcolm por sua dignidade,
negros, por suas vidas, negros, para encher seus
espíritos de confiança.
Por tudo dele, morto a partido, sumido de
nós, e tudo dele ligado a nós para
nossa crença Deus negro de nosso tempo.
Por tudo dele e de vocês mesmos, ergam os
olhos, negros, parem de gaguejar e andar cabisbaixos,
levantem a cabeça e parem de choramingar
e se humilhar, por tudo dele,
Pelo grande Malcolm, um príncipe da terra,
não nos deixemos esmorecer
Até nos vingarmos, nós próprios, por sua morte
(estúpidos animais que o mataram), não nos deixemos
tomar fôlego, pois se cairmos os brancos nos chamarão de bichas
até o fim do mundo.

(Tradução: Italo Marconi Jr.)

Anúncios

Uma resposta para “Um poema às quartas

  1. José Carlos Limeira

    A primeira tradução foi feita por José Carlos Limeira para a Antologia de a Nova poesia norte americana, Ed. Escrita organizada por Kerry Shaw Keys.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s