A páscoa, ainda a páscoa

Depois de duas semanas passadas, caíram em minhas mãos essas duas reflexões sobre a páscoa:

Manual do Minotauro

Por que cremos na páscoa…

Lídia Maria de Lima

Parece que ainda é sexta feira. Ainda não faz nem uma semana que rememora­mos o ciclo pascal e com alegria celebramos a ressurreição de Cristo através das liturgias e da santa ceia. Entretanto, ao ver as notícias da semana um senti­mento de amargura invade a nossa alma. Imagino que este deveria ser o mesmo sentimento que pairava no ar naquela sexta feira de crucificação.

Os olhares ainda são de desespero, há choro, dor, medo e morte. As notícias que chegam do Rio de janeiro, após alguns dias de chuva, nos assombram. Não há como se manter indiferente diante de tanto sofrimento. Famílias inteiras foram soterradas pela falta de políticas públicas que contemplem a periferia. Situação que se repete há anos, não só no Rio de janeiro, mas em muitas cida­des brasileiras. Morar em área de risco não é uma opção, mas a única alterna­tiva encontrada por muitas famílias do nosso país.

Em uma das matérias apresentadas na TV, vi um morador tentando consolar os que choravam por intermédio das palavras do salmista: “Elevo meus olhos para os montes de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” (Sl 121.1,2). A fé é o que mantém acessa a chama da espe­rança do coração deste povo.

Quando esta “sexta feira” acabar, a dor e as marcas certamente ficarão na vida e na história de muita gente. E o apoio da comunidade cristã será extrema­mente necessário.

Somos desafiados/as a testemunhar os sinais da graça e da unidade do corpo através de ações concretas que possam sinalizar a esta sociedade que, mesmo que o futuro nos pareça assustador ainda é possível crer na páscoa, na passa­gem e na transformação.

Oremos pelas famílias que sofrem, mas aguardam a ressurreição dos sonhos.
Que todos os dias sejam de paz e páscoa.

Sororalmente,

Lídia Maria de Lima

Texto e Textura

A primeira, uma contundente crítica anti-clerical feita a quatro mãos por Laerte e Fernando Pessoa. Ainda que anti-religiosa, profundamente lírica e rica em imagens. E, como diz o Evangelho, se os discípulos não clamarem, as pedras clamarão. Se os cristãos não se levantam contra a comercialização do Evangelho, outras vozes farão e envergonharão ainda mais os cristãos por se omitirem.

A segunda uma tocante mensagem sobre mais uma tragédia que se abateu justamente sobre os mais pobres, os mais desprezados e vilipendiados pelos poderosos e governantes. Mas ainda assim, uma voz que reafirma a esperança que permeia todo discurso cristão. Pois é. Eu também continuo a crer na páscoa. POST TENEBRA LUX, após as trevas, a luz. Após a morte, a ressureição.

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Uma resposta para “A páscoa, ainda a páscoa

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