Um poema às quartas

ο]ἰ μὲν ἰππήων στρότον οἰ δὲ πέσδων,
οἰ δὲ νάων φαῖσ᾿ ἐπ[ὶ] γᾶν μέλαι[ν]αν
ἔ]μμεναι κάλλιστον, ἔγω δὲ κῆν᾿ ὄτ-
τω τις ἔραται·

πά]γχυ δ᾿ εὔμαρες σύνετον πόησαι
π]άντι τ[o]ῦτ᾿, ἀ γὰρ πόλυ περσκέθοισα
κάλλος [ἀνθ]ρώπων Ἐλένα [τὸ]ν ἄνδρα
τὸν [ αρ]ιστον

καλλ[ίποι]σ᾿ ἔβα ᾿ς Τροΐαν πλέοι[σα
κωὐδ[ὲ πα]ῖδος οὐδὲ φίλων το[κ]ήων
πά[μπαν] ἐμνάσθη, ἀλλὰ παράγαγ᾿ αὔταν
[ ]σαν

[ ]αμπτον γὰρ [
[ ]…κούφως τ[ ]οη.[.]ν
..]με νῦν Ἀνακτορί[ας ὀ]νέμναι-
σ᾿ οὐ ] παρεοίσας,

τᾶ]ς ε βολλοίμαν ἔρατόν τε βᾶμα
κἀμάρυχμα λάμπρον ἴδην προσώπω
ἢ τὰ Λύδων ἄρματα κἀν ὄπλοισι
[πεσδομ]άχεντας.

Dizem: O renque de carros ou de soldados
ou de navios é sobre a terra negra
a suprema beleza. Digo: é aquilo que
se ama.

Muito fácil fazer isto compreensível
a todos: – Helena, a que superou
toda beleza de humanos, ao mais nobre
marido

deixou atrás e foi a Tróia num navio.
Nem da filha nem dos pais queridos
nada se recordou, mas seduziu-a
Cípris.

Nas mãos de Cípris, é maleável a mente.
Eros faz nosso pensamento revirar-se
leve e faz-me lembrar agora Anactória
longe.

Quisera eu ver o encanto de seu andar
e a luz brilhante de seu rosto,
não carros da Lídia ou guerreiros
com armas.

(Tradução de Jaa Torrano)

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