Minha nossa

As férias se aproximam do fim. Mas a sessão-abacaxi no canal de filmes da TV a cabo não. Engraçado, mas quando não estou de férias é mais fácil atualizar o blog, há mais assunto para ser tratado, enfim… com as férias o ritmo diminui, o ânimo (de escrever e de pensar) também.

Agora, o que dizer desse filme? Elenco: estelar (Meryl Streep, Colin Firth, Pierce Brosnan). Cenário: um dos mais belos do mundo (as ilhas gregas). Música: divertidíssima (Abba). Mas o conjunto… ah, como é fraco.

A história da menininha que quer conhecer o pai e manda carta convidando os três possíveis para seu casamento até que seria razoável. Boa até. Mas a mocinha em questão, a bonitinha Amanda Seyfried, quando tenta fazer cara de angustiada consegue no máximo parecer que sofre de constipação intestinal. As cenas de canto e dança (afinal, isto é um musical) são até que bem coreografadas e tudo mais, mas cansa. Tá bom, confesso. A culpa é minha. Sempre odiei musicais. Mas a cena de “The Winner Takes it All”, uma das melhores canções do Abba, parece um dueto da antiga dupla argentina Pimpinella, ou de Jane e Herondy, tamanha a forçação de barra no sentimentalismo à flor da pele.

O final, piegas até, que tenta trazer um ar de modernice com a mocinha casadoira desistindo das bodas para viajar com o namorado, um dos ex-amantes da Donna (o personagem do Colin Firth) tendo um relacionamento gay com um dos ilhéus, mas com a sempre sofredora Donna achando por fim o amor de sua vida, a mensagem final é de conformidade. E é isso aí. Filme bom pra sessão da tarde, vale a pena pela música.

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5 Respostas para “Minha nossa

  1. Minha mulher apareceu com esse filme aqui em casa alguns meses atrás. Como odeio musicais, fiquei na internet enquanto ela e o meu cunhado de 15 anos assistiam.
    Ambos detestaram. Fico imaginando o que eu teria achado…

  2. Fabio Martelozzo Mendes

    Pois é Michel. Musical não é minha praia, mas eu sei reconhecer uma coisa boa.

    A alguns anos eu assisti Godspell, musical da Broadway produzido no Brasil com direção do pavão do Miguel Falabela. Foi uma superprodução. Figurinos e cenografia lindíssimos, dança e canto perfeitos (ao vivo é diferente de cinema – lá o povo tinha de soltar a voz mesmo-sem recursos eletrônicos!) e embora não sendo minha praia, vi uma grande qualidade.

    Não foi o caso desse Mama Mia…

  3. QUE É ISSSSSSSSOOOO?????

    Fala sério, Fábio M., seu insensível!
    Cara, concordo com algumas coisas que você disse… aquela menina interpretando, cagando ou fazendo qualquer coisa nesse filme é realmente uma bosta (que mina sem talento) realmente.. o filme com final piegas, história bem escrota… historinha ridícula mesmo… mas pô… fala sério!

    AS MÚSICAS SÃO FODÁSTICAS!!!!!

    Velhinho, eu viajei ouvindo as músicas do filme…

    E o principal de tudo: Maryl Streep ARREGAÇOU!! putz… a véia tomou o filme pra si, chamou a responsabilidade, deu show!
    A atuação da véia nesse filme foi algo próximo do sobrenatural de almeida! Porra, tô te falando… se eu fosse menos “clint Eastwood” eu tinha chorado…
    Cara… me apaixonei pela Streep nesse filme, mais ainda… não sabia que ela era tão foda, mas tão foda assim não…
    Bicho, vou até assistir esse filme de novo… (pela 3a vez)…

    O filme é realmente uma bosta (até porque musical é sempre uma bosta) mas as músicas e a interpretação da Maryl Streep compensam, fazem valer a pena.

    Fábio M, seu insensível!

  4. Fabio Martelozzo Mendes

    Ah vá… fala aí que eu não falei que as músicas são legais?

    São sim. Bailão puro. Principalmente pra gente da minha geração e pra mais velho, sair pra dançar tem de rolar a sessão Disco Music (além de Abba tem de ter Donna Summers, Chaka Khan e similares) senão é noite perdida.

    E a Meryl Streep é fantástica mesmo.

    Mas eu estou numa fase ranzinza e… bem. Qual a graça de falar bem do filme?

    Mas a sessão Jane & Herondy de “The Winner Takes it All” entra pra história do cinema na seção breguiçe exacerbada. Ah, isso entra…

  5. “sessão Jane & Herondy de “The Winner Takes it All” ”
    hehehehe
    poxa… esse foi um dos pontos altos do filme na minha opinião! hehehe (sério mesmo!)

    Se eu não tivesse assistido já duas vezes, eu diria que era porque eu deveria estar apaixonado… hehehehe

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