Humano?

Começou a sexta temporada de House, minha série favorita. E, claro, como sou um completo pastel, perdi metade do episódio especial de duas horas que passou na quinta-feira da semana retrasada. Liguei a TV no horário pontualmente correto, mas perdi a primeira hora.

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Como já se sabia desde o final da temporada anterior, House se interna em um hospício para tratar-se do vício de Vicodin que já estava evoluindo para a demência. E no primeiro e segundo episódios da série alguns elementos podem sugerir uma certa mudança no enfoque do personagem principal são desenvolvidos de maneira interessante. Se apaixona por uma mulher que visita sua amiga internada no hospício, se envolve com ela e sofre a dor emocional da perda. Começa a buscar uma nova forma de atuação profissional e com isso deixa o hospital Princeton-Plainsboro e abandona a maneira obsessivo-compulsiva com a qual lida com a solução de enigmas médicos.

Ou seja, o personagem está se tornando mais humano. Passa a ser afligido por dilemas reais, emoções reais, não sendo apenas um super-herói da diagnose. O que é um baita avanço, já que os conflitos humanos da série nas duas últimas temporadas, principalmente nos romances entre Wilson e Amber ou entre Foreman e 13 estavam se tornando bastante enfadonhos. Aliás, uma temporada que foi bastante irregular conseguiu ter um final que abriu uma série de possibilidades a serem desenvolvidas.

Resta torcer para que os autores não caiam na tentação, tantas vezes flertada, da excessiva caricaturização do personagem e consequente empobrecimento dos conflitos.

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2 Respostas para “Humano?

  1. NÃÃÃÃOOOO!!! Se humanizarem o House, é capaz da série virar uma novela da Grobo! O que mais vai faltar depois disso? O Sherlock Holmes se desintoxicar de cocaína?

    Falando sério, esse primeiro episódio é um primor. Parece até um filme! Pena que perdi o segundo, onde ele pede demissão.

  2. Fabio Martelozzo Mendes

    Humanizar naquelas…

    Ele não pode perder sua personalidade obsessiva-compulsiva, sua acidez e sua capacidade de observação.

    Mas ao sofrer mais conflitos emocionais-sentimentais ele perde um pouco daquele toque caricatural que ameaçava tornar a série repetitiva.

    Anyway… esperemos pelas cenas dos próximos capítulos.

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