Um poema às quartas

joao_cabral

Ademir da Guia

Ademir impõe com seu jogo 
o ritmo do chumbo (e o peso), 
da lesma, da câmara lenta, 
do homem dentro do pesadelo. 

Ritmo líquido se infiltrando 
no adversário, grosso, de dentro, 
impondo-lhe o que ele deseja, 
mandando nele, apodrecendo-o 

Ritmo morno, de andar na areia, 
de água doente de alagados, 
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário.

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2 Respostas para “Um poema às quartas

  1. A primeira foto (a maior) não é de João Cabral de Melo Neto e, sim, de outro poeta alagoano cujo nome não me ocorre no momento

  2. Fabio Martelozzo Mendes

    Agradeço a correção. Já foi feita a substituição da foto no outro post. Obrigado.

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