Supersimetria

Estava navegando pela blogosfera quando descobri o blog de um cara chamado Ronaldo Camacho. O cara é programador, webdesigner e músico, também webmaster do site do experimental Damião Experiença.

Pois descobri também no blog do Ronaldo que ele faz parte de uma banda chamada Supersimetria. A banda é definida por ele como sendo “uma banda experimental de Anti-Jazz Quadridimensional com 8 anos de existência e 23 discos lançados, todos disponíveis para download gratuito. Como é o som? Impossível descrever, varia demais de uma faixa para outra. Você vai ouvir um sintetizador atmosférico, guinchos de microfonias, grindcore brutal, percussão, corais, música fractal, e eventualmente um jazz. Tudo no mesmo álbum.” (update: esse número de álbuns foi o que eu vi no site da banda no dia em que escrevi o post – hoje o Ronaldo Camacho informa que o número atual é de 32 álbuns lançados disponíveis para download)

E a verdade é que é isso mesmo. Indefinível.

Mas cabe, além do convite a conhecer, o alerta. Definitivamente não é para qualquer gosto.

Supersimetria - Salve Chemosh - capa

A primeira faixa é do álbum “Salve Chemosh” de 2003 e se chama “Felizes para Sempre”. Segundo o Ronaldo, é uma interpretação particular da marcha nupcial.

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Supersimetria - Let It Be - capa

A próxima faixa é “Ninguémdade”, do álbum “Let it Be”, de 2004. Das que eu ouvi foi a que soou mais convencional.

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Supersimetria - Equi-Librium - capa

Do álbum “Equi-Librium”, de 2008, temos a faixa “Saudade 2.0”, num álbum que também mescla ritmos brasileiros como maracatu, forró, samba e Villa-Lobos (?????).

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Supersimetria - Minuto - capa

Por fim, do álbum “Minuto” temos a faixa “Feira de Santana”. O álbum foi composto para servir de trilha sonora de um curtíssima-metragem que participaria do Festival do Minuto e está disponível em duas versões: canções (????) completas e versões de um minuto.

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Pois bem. Além do estranhamento que esse tipo de música experimental causa, há também a sensação de pedantismo e pernosticismo que acompanha qualquer manifestação cultural que fuja do mainstream da “indústria do entretenimento”. De qualquer forma, o convite está feito. Sigam os links, baixem alguns dos 23 álbuns e tirem suas próprias conclusões, se é que isso é possível.

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7 Respostas para “Supersimetria

  1. Ouvi as faixas pinçadas e gostei. Gosto dessas experiências, digamos, idiossincráticas-musicais, mas é claro que é mais água num curso quem vem a partir do free-jazz e onde transitam, entre outras coisas, a liberdade estruturada de Anthony Braxton, o finado Grupo Um, Lívio Tragtenberg, curso em certos aspectos radicalizado, em estilos diferentes, por John Zorn e Laibach, por exemplo ( Laibach gravou um disco chamado Let it Be, onde toca todas as músicas do álbum dos Beatles, exceto a faixa-título, mas onde a inpiração parece ser a “Revolution #9”, do White Album, elevada à última potência em ruídos para-musicais, pois não).

    A faixa “Feira de Santana” é hermetopaschoaliana até o talo.

    Aí está mais uma função benéfica da internet. Na atual situação, sons desse tipo você não vai ouvir nem nas tevês culturas ou rádios educativas, quanto mais na fuleiragem mainstream que nos assola.

    Paro por aqui. Ouvi pouco, não posso falar muito.

  2. Fabio Martelozzo Mendes

    Confesso-te não ser um grande entendedor de jazz, mas o pouco (pouquíssimo) que conheço de free jazz realmente me remete a esse tipo de experimentalismo.

    Laibach me é conhecido desde finais dos anos 80 e sua (impagável) versão de One Vision do Queen, no essencial álbum (álbum mesmo – eu tinha em vinil) Opus Dei.

    Longa vida à internet, que nos permite descobrir coisas como essa. A propósito, Macaco Bong, grupo a qual eu dediquei um post a algumas semanas, também tem seu álbum disponível pra download gratuito na net.

  3. Para quem quiser tentar entender nosso som, é essencial conhecer Damião, que é influência direta.

    Dito isto, acho bem mais proveitoso ouvir – pra quem gostou, claro – do que tentar entender. Às vezes nem nós conseguimos.

    Só pra atualizar: já estamos com 32 volumes lançados e mais dois no forno. Até o fim do ano devemos chegar perto dos 40.

  4. Ronaldo,

    Você é de Feira de Santana?

  5. Não, sou de São Paulo.

  6. Pingback: Despírito Desportivo « Por quem os sinos dobram-blog de Fabio M

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