Thank God it’s Friday – Schneider Aventinus

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Gosta de uma boa cerveja? Tem certeza disso? Então você simplesmente não pode deixar de experimentar a Schneider Aventinus.

A G. Schneider & Sohn é uma pequena cervejaria alemã que produz grandes e excelentes cervejas. No Brasil as pessoas que não se aventuram muito pelo mundo das cervejas especiais, mas gostam de alguma coisinha diferente, geralmente enveredam pelo mundo das weizenbiers (ou weissbiers): cervejas de trigo alemãs. A primeira a fazer sucesso no Brasil foi a Erdinger. Depois veio uma enxurrada de variações sobre o mesmo tema: Paulaner, Tucher, Franziskaner, Licher, Justus, Oettinger, Weihenstephaner além de suas irmãs nacionais. E é tão grande a oferta de weiss importadas (e nacionais), que o caderno Paladar (do Estadão) fez um teste cego comandado pelo jornalista Bob Fonseca com as marcas encontradas no Brasil. Advinhou quem venceu o teste? Isso mesmo, a Schneider.

Mas não estou falando da Schneider Weiss aqui, mas sim da Schneider Aventinus, que é uma weizenbock. Do alemão, uma “bock de trigo”. A cerveja bock mais conhecida dos botequeiros brasileiros é a Kaiser bock, uma sazonal da Kaiser (muito boa por sinal), mas diferentemente das bocks, a weizenbock é feita com malte de trigo, não de cevada. E a Aventinus não é uma simples bock de trigo. É uma doppelbock (double bock), com dupla carga de malte.

Isso lhe confere um sabor bastante pronunciado de malte tostado, com uma bela cor âmbar, espuma densa e aroma pronunciado de frutas vermelhas (ameixa) e condimentos. Deliciosa. E como as weiss não filtradas, ela é bastante turva e conta com sedimentos de fermentos. Porém, não se empolguem com ela, pois apesar de muito saborosa, conta com 8,2º de álcool, quase o dobro de uma cerveja pilsen comercial (que contam com aproximadamente 4,5º), cuja forte presença também se faz perceptível com um certo calor na boca.

Eis a dica. No inverno, cai muito bem com os pratos mais calóricos da estação.

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4 Respostas para “Thank God it’s Friday – Schneider Aventinus

  1. Nem chego a dizer popularização, mas uma mera ampliação do alcance das cervejas mais saborosas encontra um obstáculo quase intransponível: as grandes cervejarias brasileiras fabricam e acostumaram as pessoas a beber uma bebida sem gosto e sem cheiro, onde a principal (e única) virtude é a baixíssima temperatura.

    Aqui no Brasil, tem (muita) gente que rejeita uma cerveja por ser ‘amarga’, além daqueles que acham skóis, brahmas, schins e antárcticas eventualmente ‘fortes’. Imaginem, então, encarar uma de 8,2 graus ou 11,5 …

    Daí para o reinado das roskas é um (mal) passo.

  2. Percebo que a primeira vez que deixei comentários no blog foi sobre cerveja e futebol, além de ter um ótimo poema entre os posts.

    Tem tudo a ver. Iniciar um final de semana tratando de 3 das melhores coisas da vida (futebol, cerveja e a palavra escrita) é um boníssimo sinal.

    • Fabio Martelozzo Mendes

      Olá Anrafael.

      Pois é. Puxe um banquinho, abra uma cerveja e assista a uma partida de futebol. Mas tudo tem de ser de alta qualidade, tanto a cerveja quanto o futebol 🙂

      Concordo integralmente contigo, tanto no que escreveu no post sobre o futebol quanto neste sobre cerveja. Felizmente somos cada vez brindados com mais lançamentos de cervejas de qualidade. Infelizmente esses lançamentos são caros. Se forem de micro-cervejarias, a carga tributária é escorchante.

      Uma nova legislação cobra IPI progressivo, com alíquota maior para produtos mais caros – mas as micros cobram mais caro porque usam melhores matérias primas e produzem em menor escala, enquanto as grandes da vida, que produzem cerveja ruim com adições de milho e arroz com nenhum aroma e amargor pagam menos IPI. É a lei do mais forte.

      Há uma movimentação de empresários do setor, liderados pelo Marco Falcone (Falke Bier) e pelo Marcelo Carneiro (Colorado) lutando para dar melhores condições ao pequeno produtor e pequeno empresário.

      Obrigado pela visita ao meu pequeno barraco virtual.

  3. Pingback: Thank God it’s Friday – Erdinger Pikantus « Por quem os sinos dobram-blog de Fabio M

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