
Copiado de Arnaldo Branco.
E este do Alan Sieber.
P.S. Eu estou meio atrasado nesta semana, mas sexta feira tem coisa nova e de punho próprio no blog.

Copiado de Arnaldo Branco.
E este do Alan Sieber.
P.S. Eu estou meio atrasado nesta semana, mas sexta feira tem coisa nova e de punho próprio no blog.
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Etiquetado: agressão, clipping, direitos humanos, humor
Irlandês é comumente chamado de beberrão e festeiro. Principalmente na cultura dos Estados Unidos, que recebeu imigração maciça de irlandeses nos séculos XVIII e XIX, mas também em sua própria visão. E não é pra menos, em Dublin se encontra a maior concentração de pubs do mundo, além de sediar a mítica cervejaria Guinness.
Uma canção que mostra essa disposição é Whiskey in the Jar, uma canção folclórica do século 17 presente em uma série de gravações modernas.
Como em qualquer canção tradicional ou folclórica, há versõe diferentes nas letras, principalmente entre a versão tradicional e as versões pop gravadas por Metallica, Thin Lizzy, The Pogues entre outros. Mas todas as versões contam mais ou menos a mesma história, a de um salteador irlandês que assalta um coronel do exército inglês (desde aquela época a Inglaterra já oprimia a Irlanda) e depois é traído por sua companheira (esposa ou amante), que lhe rouba toda grana e o entrega para o militar que havia sido assaltado. De quem é a culpa? Ora, da mardita pinga (ou uísque, claro), que o havia deixado incapaz de reagir ao ataque do inglês e da perfídia de sua amante.
Mas tudo narrado com o maior bom humor possível, como cabe a um bom irlandês, sempre regado a muita bebida.
Aqui é possível visualizar a letra da canção como ela foi gravada por Thin Lizzy e Metálica. A canção conta com duas estrofes a menos e alguns detalhes como nomes e localidades trocados. Aqui visualizamos a versão tradicional da música.
Eis a versão bêbada de The Pogues:
E a versão folk da canção (clique com o botão direito e baixe o playlist).
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Etiquetado: folclore, Irlanda, música
O Instituto Estrada Real, organização sem fins lucrativos que visa desenvolver o turismo nos locais onde passava a antiga Estrada Real que ligava as Minas Geraes à capital da colônia, Rio de Janeiro, licencia alguns produtos que tem ligação com a cultura mineira e a Falke Bier, cervejaria de Belo Horizonte, foi convidada a desenvolver um produto segundo tais valores. O proprietário da cervejaria, Marco Falcone, se perguntou: ”se algum estilo de cerveja circulasse por aquelas estradas, qual seria? Resposta: a IPA”.
O estilo India Pale Ale foi desenvolvido para suportar viagens longas, pois era exportado para as colônias britânicas nas Índias, contemporâneas à exploração das minas no sertão brasileiro, e para tal continham um maior teor alcoólico e maior adição de lúpulo, um conservante natural.
Isso confere ao estilo um amargor mais acentuado que uma cerveja “normal” e um aroma lupulado bastante intenso. A Falke Estrada Real não foge da característica do estilo. Aliás, mais que isso, ombreia-se com a Colorado Índica, praticamente uma referência no estilo fabricada no Brasil. A Falke tem um aroma bastante agradável, amargor intenso e sabor bastante lupulado. Sua aparência é bela, acobreada, com bastante formação de espuma. E há um calorzinho de álcool mais presente na Falke que na Colorado, pelo fato da Colorado ter 7º e a Falke ter 7,5º de álcool.
Há outras boas opções de IPAs no mercado brasileiro, como o chopp Drake’s, produzido pela Nacional FT e a Devassa Índia, ambas encontradas apenas em chopp, sem serem engarrafadas.
A primeira IPA disponível no Brasil foi a Greene King IPA, que embora sendo uma boa cerveja, é menos amarga, menos alcoólica e menos aromática que as brasileiras. Foi uma boa introdução, uma espécie de “vinho alemão de garrafa azul”, que mesmo sendo um produto inferior ajudou a popularizar o vinho no Brasil. Mas se for pra escolher, fique com as brasileiras que já estão à frente de sua colega britânica.
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Etiquetado: cerveja, Falke
CANÇÃO DAS DUAS ÍNDIAS
Entre estas Índias de leste
E as Índias ocidentais
Meu Deus que distância enorme
Quantos Oceanos Pacíficos
Quantos bancos de corais
Quantas frias latitudes!
Ilhas que a tormenta arrasa
Que os terremotos subvertem
Desoladas Marambaias
Sirtes sereias Medéias
Púbis a não poder mais
Altos como a estrela d’alva
Longínquos como Oceanias
- Brancas, sobrenaturais -
Oh inaccessíveis praias!…
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Etiquetado: Manuel Bandeira, poema
Começou a sexta temporada de House, minha série favorita. E, claro, como sou um completo pastel, perdi metade do episódio especial de duas horas que passou na quinta-feira da semana retrasada. Liguei a TV no horário pontualmente correto, mas perdi a primeira hora.
Como já se sabia desde o final da temporada anterior, House se interna em um hospício para tratar-se do vício de Vicodin que já estava evoluindo para a demência. E no primeiro e segundo episódios da série alguns elementos podem sugerir uma certa mudança no enfoque do personagem principal são desenvolvidos de maneira interessante. Se apaixona por uma mulher que visita sua amiga internada no hospício, se envolve com ela e sofre a dor emocional da perda. Começa a buscar uma nova forma de atuação profissional e com isso deixa o hospital Princeton-Plainsboro e abandona a maneira obsessivo-compulsiva com a qual lida com a solução de enigmas médicos.
Ou seja, o personagem está se tornando mais humano. Passa a ser afligido por dilemas reais, emoções reais, não sendo apenas um super-herói da diagnose. O que é um baita avanço, já que os conflitos humanos da série nas duas últimas temporadas, principalmente nos romances entre Wilson e Amber ou entre Foreman e 13 estavam se tornando bastante enfadonhos. Aliás, uma temporada que foi bastante irregular conseguiu ter um final que abriu uma série de possibilidades a serem desenvolvidas.
Resta torcer para que os autores não caiam na tentação, tantas vezes flertada, da excessiva caricaturização do personagem e consequente empobrecimento dos conflitos.
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Etiquetado: House, séries, televisão
Sabe aquela partida inesquecível do seu time, o título suado, a virada inacreditável… ou mesmo a oportunidade para ver os craques dos anos 60, 70 ou 80? Então, agora você pode baixar essa partida.
Uma ode ao futebol macho, viril, violento e porradeiro. Aqui não tem essa de “drible da foca”, “pedalada”, “rolete”. O que vale aqui é levantar o adversário, parti-lo ao meio com um carrinho com o pé levantado. Mostrar as travas da chuteira.
The Run of Play – Attacking Football
Um olhar cético e pouco óbvio a respeito do futebol. Os aspectos culturais e sociais que o esporte bretão suscita. Só que na lingua bretã.
Você está de saco cheio do PVC (Paulo Vinícius Coelho) e sua visão esquematizada, estatística e tecnicista do futebol? Então este blog não é para você.
Se o “Filosofia Tática” transformara o futebol em mero tecnicismo, “Futebol Tático” quase torna o esporte em uma disciplina acadêmica.
Um catálogo com estádios do mundo inteiro. Estádios, estádios e mais estádios. Do passado, do presente e mesmo do futuro. Pois bem, aqui você tem tanto o multimilionário Wembley de Londres quanto o simpático Barão de Serra Negra de Piracicaba.
Site do saudoso jornalista Luiz Fernando Bindi, com distintivos do mundo todo. Todo mesmo.
Colecionadores de camisas de times de futebol, uni-vos. E uni-vos no Minhas Camisas, um site que é blog, fórum, loja virtual, comunidade e ferramenta de divulgação de designers de uniformes esportivos.
Quer assistir a partidas de futebol do mundo inteiro, inclusive do leste europeu, América Latina, Grécia, Oriente Médio, além de esportes ao vivo sem pagar um centavo por isso? Então tá.
Pois é. Lembra quando o futebol era muito menos complicado…
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Etiquetado: blog, clipping, futebol
O blog “Boteco Sujo” dá uma amostra do que aconteceu semana passada em um campus universitário (??????) paulista:
“Uma estudante de Turismo cometeu o crime de ir para faculdade vestindo apenas uma blusinha que mal chegava até suas coxas. Quando a garota começou a subir uma das rampas da universidade, oferecendo uma vista privilegiada das suas redundâncias, provocou um levante entre marmanjos que provavelmente nunca haviam visto uma mulher sem roupa desde que foram desmamados. Os estudantes começaram a cercar a moça, com gritos e galanteios de pedreiro, e foram se empolgando até que ameaçaram estuprá-la. Ela, então, correu e se trancou numa sala.
Foi aí que todos os alunos abandonaram as aulas e se aglomeraram numa multidão que ameaçava invadir a sala onde a garota havia se escondido, aos gritos de “puta, puta!”. Homens e mulheres se juntaram para xingá-la. Foi preciso que um grupo de policiais militares entrasse no prédio para evitar que a menina se tornasse a protagonista de um gang bang forçado.
Agora, uma retificação. Nada disso aconteceu nos tempos moralistas e patriarcais da boa rainha Vitória. Essa história aconteceu, de verdade, na noite da última quinta-feira, dia 22, no câmpus da Uniban em São Bernardo do Campo.” Continua aqui.
A Marjorie Rodrigues escreve um longo post sobre a humilhação pública como arma de intimidação ditatorial e traça um paralelo ao caso recém acontecido.
“ E é aí que entra o negócio da Uniban. É no mínimo interessante chegar de viagem e dar de cara com uma notícia dessas. As pessoas ainda não vêem horror numa humilhação pública. Ainda acham que há coisas que alguém possa fazer para merecer isso. Ainda acham que há o que a justifique. Não vêem um ato de extrema violência nisso. É fácil olhar para um monte de corpos empilhados e dizer “ai, que horror”, mas a gente não vê (ou se recusa a ver) que a força geradora dessas atrocidades está aí, na capacidade de dar aquele sorriso. Na capacidade de se juntar a uma turba e gritar “puta, puta, puta”.
A Mary W escreveu sobre isso. Muito bem, como sempre. Que a gente só vê a violência no outro e não percebe que a violência está em nós. Que a gente faz parte disso. Uma coisa que eu percebi em muitos comentários Internet afora (inclusive teve um mais ou menos assim aqui) é que a reação instintiva é dizer que os alunos da Uniban agiram como “animais”. Eu também já falei sobre animalização aqui. Mas nunca custa repetir. Que, quando você animaliza o outro, está distanciando ele de você. Porque animais não têm solução, não podem aprender a ser humanos nunca. Reduzir o outro assim é, também, uma violência. E, para cometer violência contra alguém, só mesmo não o considerando um semelhante.
Ora, os alunos da Uniban não são loucos, não. Não são animais, não. São seres humanos. Só levaram ao extremo uma forma de pensar que é muito disseminada: que a mulher é a culpada por seu estupro, que as roupas denotam recato ou promiscuidade e que promiscuidade é meio de avaliar o caráter de uma mulher. Os alunos da Uniban só levaram ao extremo o machismo que a gente vê disseminado de forma mais sutil em tantos outros lugares. Repare também que tem gente condenando os alunos da Uniban, dizendo: ”mesmo que ela fosse uma puta e desse pra todo mundo, não justifica”– ou seja: apesar de condenar a humilhação pública, ainda condenam a roupa. Ainda submetem as mulheres à dicotomia santa x puta. Ou seja: pensam igualzinho a quem criticam. São tão machistas quanto.”
Pois bem. Toda uma psicologia das massas possa ser evocada para explicar esse episódio. Mas não apenas. Se as massas assumem prontamente o mais irracional que possa existir no cérebro do ser humano (aliás, como as brigas de torcidas, confrontos de skin-heads, e linchamentos podem comprovar), a cultura atual já naturalizou o machismo, como o Fausto, do blog Boteco Sujo, percebeu ao conversar com um dos rapazes da Uniban: “Uma fala do aluno com quem conversei resume o clima daquele ambiente universitário: — Eles estavam errados em querer estuprar a mina, mas ela provocou, né, véio? Então… Então? — Então talvez ela merecesse.”
Outro tópico interessante, sobre outro assunto mas que dialoga de maneira contundente com este acontecimento, foi escrito há um mês, mais ou menos, pelo Rafael Galvão:
“A postura francesa no pós-guerra é uma das coisas mais impressionantes daquela época. Se o país não foi corajoso o bastante para resistir à Alemanha, coragem não lhe faltou para perseguir as mulheres que “colaboraram” com a Alemanha — ou seja, que tentaram sobreviver dormindo com o inimigo, como mais tarde milhares de alemãs ganhariam o chucrute de cada dia de pracinhas americanos. Deve ser algo na psique francesa: os alemães podiam estuprar o país, mas não podiam seduzir suas mulheres.”
Uma pequena diferença entre Londres e Paris.
Update: A Uniban está se mobilizando. Não para punir os responsáveis. Mas para tirar os vídeos que mostram a agressão do ar. Os dois videos que ilustram essa postagem já foram apagados pelo Youtube. Mais informações aqui.
P.S. No iG há uma matéria onde a atitude boçal e cretina dos universitários é mostrada.
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Etiquetado: agressão, blog, clipping, direitos humanos
Großer Dankchoral
Lobet die Nacht und die Finsternis, die euch umfangen!
Kommet zuhauf
Schaut in den Himmel hinauf:
Schon ist der Tag euch vergangen.
Lobet das Gras und die Tiere, die neben euch leben und sterben!
Sehet, wie ihr
Lebet das Gras und das Tier
Und es muß auch mit euch sterben.
Lobet den Baum, der aus Aas aufwächst jauchzend zum Himmel!
Lobet das Aas
Lobet den Baum, der es fraß
Aber auch lobet den Himmel.
Lobet von Herzen das schlechte Gedächtnis des Himmels!
Und daß er nicht
Weiß euren Nam’ noch Gesicht
Niemand weiß, daß ihr noch da seid.
Lobet die Kälte, die Finsternis und das Verderben!
Schauet hinan:
Es kommet nicht auf euch an
Und ihr könnt unbesorgt sterben.
Grande coral de graças
1
Louvai a noite e a escuridão que vos abraçam!
Vinde de montão
Olhai o céu acima:
Já vosso dia passou.
2
Louvai a grama e os bichos que vivem e morrem a vosso lado!
Vede, como vós
Vivem a grama e o bicho
E convosco também têm que morrer.
3
Louvai a árvore que jubilante surge da carniça para o céu!
Louvai a carniça
Louvai a árvore que a devora
Mas também louvai o céu.
4
Louvai de coração a péssima memória do céu!
E que ele sequer
Vos conheça de nome ou rosto
Ninguém sabe que ainda vos encontrais aí.
5
Louvai o frio, a escuridão e a podridão!
Olhai para cima:
Nada tem nada a ver convosco
E podeis morrer despreocupados.
(tradução de Antonio Cícero)
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Etiquetado: Bertold Brecht, poema
Download: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Download da coleção de CD´s do livro 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (1001 Albuns you must hear before you die)
Sinopse:
Em 1001 discos para ouvir antes de morrer, 90 jornalistas e críticos de música internacionalmente reconhecidos apresentam uma rica seleção dos álbuns mais inesquecíveis de todos os tempos.
Abrangendo desde as origens do rock ‘n’ roll nos anos 50 aos mais recentes sucessos, este livro vai guiar você por diferentes tendências sonoras e mostrar o poder que a música tem de representar as aspirações e os sentimentos de toda uma geração.
Embora grande parte do livro seja dedicada ao rock e ao pop, há também dezenas de boas indicações de jazz, blues, punk, heavy metal, disco, soul, hip-hop, música experimental, world music, dance e muitos outros estilos.
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Etiquetado: blog, clipping, música
Recentemente o blogueiro e escritor Sérgio Rodrigues fez um concurso de melhores inícios de romances, ganho com toda justiça por Tolstói e seu “Ana Karenina“. Mas se tivesse feito um concurso para melhor final de romance, meu voto seria dado para a primeira frase do parágrafo final de “Tess of the D’Urbervilles“: “Justice” was done, and the President of the Immortals, in Aeschylean phrase, had ended his sport with Tess. (A “justiça” foi feita, e o Presidente dos Imortais, em uma frase Esquiliana, terminara seu jogo com Tess”.)
A referência à tragédia clássica faz justiça à obra-prima de Thomas Hardy. Os elementos estão lá: o orgulho que precede a queda, ainda que tal orgulho seja obra de um parvo, bêbado e idiota; o erro trágico cometido pela família ignorante e gananciosa; a viravolta, mudança de acontecimentos que transformam a felicidade em infelicidade, ainda que a felicidade houvera sido brevíssima e ilusória; a morte trágica e por fim o determinismo, mas não mais imputado por deuses ciumentos e manipulativos, mas um determinismo causado por condições materiais e sociais.
O pessimismo crônico de Hardy em relação ao homem está presente. O estilo elegante, hábil em produzir no romance tanto a fala em “dialeto” dos pobres e camponeses como a fala escolarizada dos burgueses também. E como em “Jude, the Obscure“, a certeza absoluta de que o esforço não recompensará os não aquinhoados pela fortuna.
Pois bem, vamos à história. Após saber que é descendente de uma antiga linhagem de nobres, Jack Durbeyfield convence sua filha mais velha, Tess, a procurar seus parentes ricos e apresentar-se ao novo ramo da família. Tess é estuprada, engravida de seu primo, passa a ser malvista pelos aldeões de onde mora, testemunha a morte de seu bebê, cujo enterro e ofício fúnebre é negado pelo presbítero de sua aldeia pelo fato dele ser fruto de uma fornicação. Acha pouco? Pois bem, Tess vai embora de sua aldeia e se radica em uma fazenda de leite, onde conhece e se apaixona por Angel Clare, um filho de um pastor que quer aprender o ofício para abrir sua própria fazenda. Ao casar com Angel, que se considerava um “livre-pensador”, Tess pensa ter encontrado a felicidade, mas é abandonada na noite de núpcias pelo marido quando este descobre que Tess não é mais virgem, muito embora ele próprio tivesse levado uma vida libertina antes de sua estada na fazenda. Tess volta para sua aldeia, onde vê todos os habitantes da aldeia perderem suas terras que garantiam o sustento daquela população, num processo conhecido como “enclosure“, que nada mais é que a transformação de antigas áreas públicas e de uso comunitário em propriedade privada. Acabou? Não. Ela sofre, sofre, sofre e sofre ainda mais. Depois de muito curtir seu sofrimento e ter um breve e ilusório período de amor com um arrependido (e imbecil) Angel, que voltara tarde demais não podendo mais redimí-la, Tess é executada por ter assassinado Alec, seu primo, estuprador e amante.
Porém mais que mero conteúdo psicológico e moral, “Tess of the D’Urbervilles” retrata com argúcia e lirismo o momento do capitalismo da Inglaterra no final do século XIX, o quanto esse mesmo capitalismo tomava cada vez mais espaços de formas de vida tradicionais e centenárias e o início da mecanização agrícola. Inclusive, numa cena onde Tess e Angel levavam o leite para ser embarcado no trem rumo a Londres, no diálogo entre os dois enamorados há quase uma explicação sobre o processo de apagamento das relações sociais na produção das mercadorias como consequência da reificação.
Outro aspecto notável no romance é que pela primeira vez na literatura o campo passa a ser descrito como o lugar do trabalho, da exploração, do sofrimento e da vida dura. Diferentemente do que sempre acontecera, onde a oposição campo x cidade sempre se deu na base de associar a cidade ao vício, ao pecado, ao trabalho, à violência (basta lembrar dos romances de Charles Dickens e seus órfãos sofredores) e o campo ao bucólico, ao pacífico e à natureza.
O autor, Thomas Hardy, foi severamente criticado na época tanto pelo pessimismo de sua obra quanto pela suposta licenciosidade de sua obra, que feria o código de moralidade de um vitorianismo tardio puritano e recalcado. Tais críticas chegaram ao nível do insuportável após o lançamento do romance subsequente, “Jude, the Obscure”, praticamente uma Tess de calças, onde o personagem principal luta com todas as forças que lhe são possíveis para perceber ao final de sua vida (curta, como a de Tess) que não há como lutar contra forças históricas e contra a ideologia que domina as forças de produção. Após a repercussão terrível de “Tess” e “Jude”, Hardy abandona o romance e passa a se dedicar exclusivamente à poesia.
O romance, um calhamaço de 592 páginas, foi adaptado para o cinema por Roman Polanski, o também estuprador de uma adolescente recentemente preso na Suíça, estrelado por uma deslumbrante Nastassja Kinski, então com 19 anos.
Se por um lado o filme fracassa ao retratar as relações sociais de então, concentrando-se principalmente nos desencontros das relações humanas (aliás, o filme ganhou um ridículo subtítulo em português por ocasião de seu relançamento em DVD: Tess – Uma lição de vida. Lição de vida do quê? A coitada da Tess só fez cagada e no final morreu por causa disso), por outro o filme reproduz o tratamento quase fetichista que o narrador do romance dedicava à protagonista. A beleza, a sensualidade ingênua mas abrasadora, os lábios carnudos e vermelhos narrados no romance estão lá presentes no filme. Presentes na beleza ao mesmo tempo arrebatadora e inibida de Tess, representada por Nastassja.
Thomas Hardy poderia até não aprovar a adaptação cinematográfica de sua obra (recentemente adaptada para a televisão em uma minissérie de quatro capítulos produzida pela BBC), mas certamente se orgulharia da Tess interpretada por Nastassja Kinski.
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Etiquetado: leituras, Tess of the D'Urbervilles, Thomas Hardy
Já provaram uma cerveja sabor fumaça? Não? Não sabem o que estão perdendo.
A Rauchbier é um estilo de cerveja fabricada com maltes defumados, que lhe conferem um característico sabor e aroma defumados. A cerveja é ideal para acompanhar churrascos, carnes assadas, defumadas ou mesmo um pacote de batatinhas fritas sabor churrasco
A Eisenbahn é o exemplar que eu mais provei. Mas já tomei, embora a algum tempo, a Bamberg Rauchbier, que também é muito boa. Mas nenhuma delas chega à potência esfumaçada da Aecht Schlenkerla Rauchbier. Esta alemã da cidade de Bamberg (local de origem da rauchbier) leva cerca de 98% de maltes defumados, o que significa que esta cerveja tem um forte aroma e sabor de fumaça, segundo alguns, lembrando molho barbecue. Um amigo meu que a provou disse que a sensação é de estar bebendo bacon.
Segundo o especialista em cervejas Edu Passarelli, para uma cerveja ser considerada rauchbier basta que ela leve maltes defumados em sua receita, mas a receita não é normatizada. Tanto que a Eisenbahn é feita com base de bock, a Bamberg é uma dunkel e a Schlenkerla tem por base da receita a marzen.
E aí? Vai encarar?
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Etiquetado: cerveja, Eisenbahn
TO HIS MISTRESS GOING TO BED.
COME, madam, come, all rest my powers defy ;
Until I labour, I in labour lie.
The foe ofttimes, having the foe in sight,
Is tired with standing, though he never fight.
Off with that girdle, like heaven’s zone glittering,
But a far fairer world encompassing.
Unpin that spangled breast-plate, which you wear,
That th’ eyes of busy fools may be stopp’d there.
Unlace yourself, for that harmonious chime
Tells me from you that now it is bed-time.
Off with that happy busk, which I envy,
That still can be, and still can stand so nigh.
Your gown going off such beauteous state reveals,
As when from flowery meads th’ hill’s shadow steals.
Off with your wiry coronet, and show
The hairy diadems which on you do grow.
Off with your hose and shoes ; then softly tread
In this love’s hallow’d temple, this soft bed.
In such white robes heaven’s angels used to be
Revealed to men ; thou, angel, bring’st with thee
A heaven-like Mahomet’s paradise ; and though
Ill spirits walk in white, we easily know
By this these angels from an evil sprite ;
Those set our hairs, but these our flesh upright.
Licence my roving hands, and let them go
Before, behind, between, above, below.
O, my America, my Newfoundland,
My kingdom, safest when with one man mann’d,
My mine of precious stones, my empery ;
How am I blest in thus discovering thee !
To enter in these bonds, is to be free ;
Then, where my hand is set, my soul shall be.
Full nakedness ! All joys are due to thee ;
As souls unbodied, bodies unclothed must be
To taste whole joys. Gems which you women use
Are like Atlanta’s ball cast in men’s views ;
That, when a fool’s eye lighteth on a gem,
His earthly soul might court that, not them.
Like pictures, or like books’ gay coverings made
For laymen, are all women thus array’d.
Themselves are only mystic books, which we
—Whom their imputed grace will dignify—
Must see reveal’d. Then, since that I may know,
As liberally as to thy midwife show
Thyself ; cast all, yea, this white linen hence ;
There is no penance due to innocence :
To teach thee, I am naked first ; why then,
What needst thou have more covering than a man?
Elegia – Indo para o leito
Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atlanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.
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Etiquetado: John Donne, poema
Brooklin Tabernacle Choir: The Hallelujah Chorus.
The Poznan Nightingales: Hallelujah, by Händel.
Sounds of Blackness e Jimmy Cliff: Many Rivers to Cross.
Marthoma Choir: Malayam christian song.
Igreja de São Miguel – Paris: O Come, all ye faithfull.
Durham Cathedral Choir: Gloria.
African Children’s Choir.
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Etiquetado: coral, Espiritualidade, música
Eu fui desafiado pelo Igor Otávio, colega comentarista do blog Trivela, blogueiro e absolutamente xarope, a tecer algumas linhas sobre “O Poderoso Chefão” ou “Star Wars“, dois ícones da cultura pop ocidental das últimas décadas do século XX e início do século XXI.
Pois bem, não é com pouca vergonha que tive de admitir não ter assistido a saga dos Corleones, uma das maiores obras-primas cinematográficas já feitas. Mas não preciso repetir a história sobre quão poucos filmes eu assisto, blá, blá, blá… Pelo menos em matéria de obra-prima já tive meu quinhão de “Cidadão Kane“, esse sim um marco.
Mas “Star Wars” não. Essa hexalogia (is there such word?) já faz parte do meu cabedal de inutilidades nerds, culturalmente irrelevantes e de questionável qualidade. Mas… como é legal!
Não vou perder meu (e teu) tempo falando de enredo, de efeitos visuais, de uma série de assuntos que já foram devidamente explorados por muita gente muito mais brilhante (e tecnicamente capacitada) que eu.
Mas aspectos também interessantes mas de certa forma ocultados já foram também brilhantemente explorados. Por exemplo, a construção de uma mitologia durante a saga de “Star Wars”.
Na Superinteressante já foi publicada uma reportagem que desvela as associações entre os personagens de “Star Wars” e os personagens da mitologia clássica. Sim. “Star Wars” é uma deliberada tentativa de se construir uma mitologia, assim como a saga Tolkeniana do “Senhor dos Anéis” o é, como a saga Lewisiana de “Nárnia” o é. Como as complicadíssimas histórias de super-heróis da Marvel e da DC Comics o são. Até aqui, nenhuma novidade.
Para quem quiser conferir, eis parte da matéria:
Guerra nas Estrelas , a maior de todas as sagas
Quais são os símbolos e mitos que compõem as aventuras criadas por George Lucas.
por Leandro Sarmatz / Luiz Iria
Entenda como a série Guerra nas Estrelas transformou-se em objeto de adoração mística de milhões em todo o mundo. Quais são os símbolos e mitos que compõem as aventuras criadas por George Lucas? Com você, os bastidores daquela que pode ser a primeira religião surgida na era do entretenimento
“Se há apenas um Deus, por que há tantas religiões?”, perguntou o menino de apenas 10 anos à mãe. Não se sabe a resposta que a senhora Lucas deu ao curioso filho. A do moleque todos nós sabemos. George Lucas criou sua própria religião.
Desde 1977, quando Guerra nas Estrelas ganhou as telas de cinema do planeta, legiões de fãs de todas as idades e credos são continuamente mesmerizadas a cada novo episódio – o mais recente deles, O Ataque dos Clones, já pode ser conferido em todo o Brasil – pelas aventuras intergalácticas de Luke Skywalker contra o tenebroso Darth Vader. Uma odisséia permeada de elementos caros ao imaginário pop: histórias em quadrinhos, faroestes e ficção científica a granel.
Mas os fãs também arregalam os olhos para um detalhe: mais do que qualquer outro artefato da indústria do entretenimento, a saga do diretor e produtor George Lucas parece recheada com o material de que são feitos os mitos: o eterno embate entre o Bem e o Mal, a iniciação do herói, a busca por um sentido universal. Tudo isso, é claro, hollywoodianamente empacotado com os últimos avanços em efeitos especiais e editado na medida para tirar o fôlego da audiência. Continua aqui.
Também não entrando no mérito da qualidade (seria simplesmente inaceitável cotejar Homero, Sófocles e Aristófanes com esses exemplos de businessmen que são Tolken e Lucas), deve ser considerado um fator que às vezes escapa da compreensão do fã mais voraz de “Star Wars”: a função do mito.
Qual a função de uma mitologia, quer seja ela grega, nórdica, bíblica, tolkeniana ou starwariana? Apenas uma: transmitir e valorizar os aspectos conservadores da sociedade. As crenças e culturas que servem como cimento social, que amainam as possíveis inquietações que suscitariam a insatisfação de classe. A ideologia dominante que naturaliza os aspectos da superestrutura da sociedade. Portanto, no caso de “Senhor dos Anéis”, “Crônicas de Nárnia” e “Star Wars”, as mitologias servem para perpetuar e naturalizar os valores do cristianismo.
Em “Nárnia” e “Senhor dos Anéis” essa intenção é clara e explícita, até pela militância religiosa de Lewis (anglicano) e Tolken (católico romano). Mas “Star Wars”, mesmo sem a expressa e intencional vontade de George Lucas se presta ao mesmo papel. Não apenas por colocar em palco a “eterna batalha entre o bem e o mal” (que chavão mais insuportável), mas por colocar essa batalha em termos éticos, espirituais e transcedentais, não em termos políticos e ideológicos.
A esperança messiânica de “Star Wars” é tão evidente que até a concepção virginal existiu. Embora o messias prometido, no caso Anakin Skywalker, tenha cometido o pecado original (passou pro lado negro da força), a redenção lhe foi possibilitada através do sacrifício do filho (Luke Skywalker). Os lados escuro e claro da força são a representação das forças divinas e satânicas segundo a teologia católica medieval, que colocava Deus e Satanás como forças antagônicas e equivalentes que disputavam a alma dos mortais na terra. Bem diferente da concepção protestante de soberania divina, elaborada por Lutero e desenvolvida por Calvino (essa concepção de forças equivalentes foi retomada no protestantismo através do pentecostalismo – ironicamente mais próximo do catolicismo romano do que os pentecostais gostariam de admitir). E o imperador Palpatine, com sua lábia e sua sedutora oferta de poder, é a mais bem acabada representação de Satanás na cinegrafia recente.
Religião católica para uma sociedade secular. Por mais que nossos jovens livres-pensadores queiram proclamar sua emancipação em relação aos valores morais cristãos, não conseguem.
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Resultados das últimas duas rodadas:
28ª: Palmeiras 2 x 2 Avaí (primeiro contra nono colocado). Cruzeiro 3 x 0 Goiás (11º contra 4º), Botafogo 3 x 1 Atlético MG (17º contra 3º), São Paulo 2 x 2 Coritiba (2º contra 15º).
29ª: Náutico 3 x 0 Palmeiras (18º contra 1º), Flamengo 2 x 1 São Paulo (6º contra 2º), Atlético MG 0 x 1 Cruzeiro (4º contra 9º), Goiás 1 x 1 Sport (5º contra 19º), Inter 1 x 1 Atlético PR (3º contra 14º).
Isto mostra a incrível superioridade do campeonato brasileiro frente a outros campeonatos de futebol ao redor do mundo, afinal de contas é o campeonato mais equilibrado e imprevisível, todos os times brasileiros tem muita qualidade e nós somos o único país do mundo que tem 12 ou 13 postulantes ao título. Certo? Mais ou menos…
É verdade que o campeonato brasileiro é um dos mais equilibrados e que ocorrem resultados inesperados com maior frequência que em terras estrangeiras. Mas a que custo?
Não custa lembrar que o mesmo Náutico que bateu o Palmeiras seja o pior mandante do campeonato brasileiro. O mesmo Botafogo que bateu o Atlético MG, quase perde para o Avaí, time com elenco e pretensões bem mais modestas que seu colega mineiro. O mesmo Coritiba que empatou com o São Paulo no Morumbi, perdeu em casa para o fraquíssimo Barueri. E o mesmo Sport que arrancou um ponto contra o Goiás fora de casa, perdera em casa para o irregularíssimo Santos.
Ou seja, o equilíbrio e os resultados inesperados se dão mais por falhas e erros dos times de cima que por força dos times de baixo. Não há um equilíbrio de forças. Há um equilíbrio de fraquezas.
Ainda que pesem as ausências de Miranda (SPFC), Diego Souza (Palmeiras) e Diego Tardelli (Atlético MG) é quase inadmissível que no futebol moderno existam ainda times que dependam de um único atleta. Pior, que não contem com um único substituto para determinado jogador.
Este é o caso do Palmeiras. Líder pela complacência de seus perseguidores. O elenco do líder não conta com um único reserva à altura para seus meias (Diego Souza e Cleiton Xavier) e o reserva de seu lateral direito é um volante improvisado (Wendel). O Palmeiras tem de contar com a polivalência de Marcão para cobrir as ausências dos titulares da lateral esquerda ou da zaga, sendo que o Marcão é um jogador lento, de idade bastante avançada e sem condições físicas para apoiar e voltar com velocidade para recompor a defesa.
E o principal destaque do campeonato é um jogador que já estava aposentado e voltou para seu clube como parte do acordo de quitação de dívida, o Petkovich. Não cabe comparação com Ryan Giggs, que está jogando um futebol de primeira categoria primeiro porque Giggs não é o principal jogador do campeonato, como também não o é do seu time. Ele não joga todos os jogos, portanto tem tempo para se recuperar fisicamente para poder exibir seus dotes. Nem isso o Petkovich tem. Ele joga de quarta e domingo, portanto sendo destaque mesmo estando fisicamente desgastado.
Falta de regularidade, de padrão de jogo, elencos limitados e pouco preparados para um campeonato longo e com muitas rodadas no meio de semana. Eis a tônica dos times, mesmo os líderes, do atual campeonato brasileiro. Nenhum dos times demonstrou ter força ou pinta de campeão. O Palmeiras é líder por ser o time que menos tropeços levou, não por ser o time que mais imponha seu jogo aos adversários.
E eis que voltamos à velha discussão: o que vale mais, campeonatos de alta qualidade técnica, com craques em praticamente todas as equipes, porém com resultados e posições previsíveis ou campeonatos equilibrados, nem que seja à base do nivelamento por baixo? Pois se duas semanas atrás comentei sobre a fraqueza dos campeonatos inglês e espanhol, agora a fraqueza do brasileirão salta aos olhos implacavelmente.
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